[Furianópolis] Novo post, novo nome, velho blog::: O que me faz gostar de Blade Runner?

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Este é o novo post, de um blog renovado mas que ainda tem suas raízes gamísticas e que muito me agradou. Hoje quero que ele agrade cada vez mais e mais! Enfim, vamos começar com um post sobre o filme Blade Runner!! Por mais que o filme seja antigo, ainda tem quem não viu. Mas tem partes que eu PRECISO comentar, então avisarei claramente quando for soltar spoilers.

Bem, o que mais posso dizer além de que amo de paixão ficção científica? Cidades futuristas com aquele toque retrô, andróides, armas esquisitas(que, na época, eram futuristas mas que hoje parecem mais velhas do que era pra ser), carros maneiros e voadores, prédios enormes; sempre se passando durante a noite e as vezes com chuva, eu não acho tão “cool” assim um filme futurista com cenas matinais(Blade Runner tem, mas é exceção).


Será que nos bueiros os cyberpunks estão tramando revoltas, pixações e vandalismos???

Será que nos bueiros os cyberpunks estão tramando revoltas, pixações e vandalismos???

Cidade futurista com toque retrô... Cool, não?

Cidade futurista com toque retrô… Cool, não?

HUMANOS SEM CORAÇÃO E ANDROIDES SENTIMENTAIS

 Os destaques do filme são as atuações impecáveis de Harrison Ford e Rutger Hauer.

Harrison Ford em atuação impecável!
Harrison Ford em atuação impecável!

Ford faz o papel de Deckard, um ex-Blade Runner que logo logo voltará a ativa. Hauer faz Roy, um Replicante que se rebelou e volta para a Terra onde deseja acertar as contas com seu criador. Roy volta para a Terra com Pris, Zhora e Leon Kowalski. Os Replicantes são idênticos aos humanos, porém mais ágeis e fortes, onde só são detectados Replicantes quando submetidos ao teste Voight-Kampff.

FILME DE AÇÃO? – Quem espera um filme de ação, que tire o cavalinho da chuva, pois nessa época a ação era o que menos importava, por isso este filme ficou épico. Esta película foi feita para se pensar, não para perder o fôlego. >>ATENÇÃO, QUEM AINDA NÃO VIU O FILME, PARE DE LER A PARTIR DE AGORA<<

Hauer em cena épica, foi o momento que me deixou pensativo...

Hauer em cena épica, foi o momento que me deixou pensativo…

 Esta cena me deixou bastante pensativo, foi uma das melhores que já vi e se tratando de um final, é o melhor que eu já vi. Após caçar e aposentar os Replicantes mais “frágeis” – não tão frágeis assim, pois Ford leva um sacode de cada um – sobrou Roy, o líder, para ser aposentado. Antes dessa batalha final começar, vemos Roy chorar após ver Pris ‘aposentada’ pelo Blade Runner. Com raiva do policial, Roy parece entrar em modo ‘Berserker’ e fica fulo da vida ao ver sua companheira caída e baleada no chão. Acho que nunca foi tão cool um androide uivar!

A cena mais emocionante do filme! Só quem compreendeu Blade Runner se emocionou de verdade nesse trecho...

A cena mais emocionante do filme! Só quem compreendeu Blade Runner se emocionou de verdade nesse trecho…

 Esse trecho ficou marcado, particularmente. Roy caçando Deckard e, logo em seguida, o salvando de uma morte certa foi bastante surpreendente(deve ser o efeito de estar acostumado às explosões dos filmes de hoje em dia). Roy se senta com as pernas cruzadas e acontece um monólogo… Bastante triste, pra ser sincero, pois um androide adquiriu emoções e não as corrompeu, como acontece com os humanos. Foi o momento em que eu parei e pensei “que filme f*da!”, nunca tinha visto um final assim.

“I’ve… seen things you people wouldn’t believe.
Attack ships on fire off the shoulder of Orion.
I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate.
All those… moments will be lost… in time… like… tears… in rain.
Time… to die”

Esta fala foi a cereja do bolo. É o tipo de filme que vale a pena repetir! Bom, encerro aqui o primeiro post do renovado blog, espero que gostem!

Abraços,

Fúria

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4 respostas para [Furianópolis] Novo post, novo nome, velho blog::: O que me faz gostar de Blade Runner?

  1. Meu preferido de ficção-científica. Existencialista e amargurado… fora a sensação de sufocamento que a urbanidade perene provoca no olhar, naquelas tomadas da metrópole infinita em meio à chuva… Parabéns pelo artigo.

    • Fúria disse:

      Olá, Rodrigo. Obrigado por visitar o blog e pelo comentário! O filme é fascinante, realmente é um charme a metrópole tomada pela chuva, dá gosto de ver e rever essa obra.

      Abraços,

      Fúria

  2. Teu artigo me deixou intrigado. Engraçado pensar que, após mais de 20 anos, eu revisite a reação que tive ao ver este filme, lembrando do que senti. Tudo bem que o mais interessante seria ler a obra do Philip K. Dick, mas a película tem seu valor.
    Blade Runner é de 1982, e se bem me lembro, foi a Globo que o exibiu, crio que numa noite de Segunda, lá em meados de 1987, talvez. Eu tinha uns 8, 9 anos de idade, portanto, já conseguia entender muita coisa. Mas o dilema existencial da narrativa estava além de minha percepção, claro.
    O que me relembrou agora foi justamente a impressão insólita que vivi ao observar as cenas que compõem o clímax da história, que é o momento em que Deckard confronta Batty.
    Em meu coração juvenil, imediatista e impulsivo daquela época, minha expectativa era que Deckard abrisse uns três ou quatro buracos no chefe dos Andróides naquela cena, ou que o caçador, depois de uma luta sofrida, com um tiro só, abatesse o “boneco”, fazendo-o cair daquela altura toda, espatifando-se no asfalto molhado por aquela chuva torrencial.
    Mas… minha expectativa foi simplesmente demolida quando Batty desarma Deckard e, para agravar sua condição de indefeso, ainda quebra-lhe um dedo!
    Eu estava rendido à narrativa, tenso, totalmente à mercê do que o diretor faria depois daquela complicação.
    Então…
    Deckard piora seu estado indefeso e fica pendurado naquela saliência. Em minha ira, amaldiçoei o protagonista estúpido, desclassificando-o. Que “herói” era esse? Indefeso, quase aleijado, à beira da morte? Será q a “cavalaria” ia aparecer para salvá-lo e punir o vilão, como costuma ocorrer nas obras fictícias???
    Não… não mesmo!
    O que acontece na sequência, transmuta minha ânsia pelo combate, pelo confronto, em algo que até hoje não consigo nomear, mas que gosto de definir provisoriamente como “perplexidade diante do insólito”.
    Batty salva Deckard, colocando-o em posição segura. Enquanto isso, o Andróide tem uma pomba em sua mão. Mas não uma pomba suja, cinzenta, dessas que vivem no chão comendo restos. O que o maldito robô tem nas mãos é uma POMBA BRANCA. Tinha que ser branca, o símbolo do pacifismo?
    Aí, PRA PIORAR A MALDITA CENA, o desgracento profere o discurso mais filosófico e reflexivo que já vi num filme (que, digamos, criava a expectativa de ser da categoria “ação”).
    Pronto. Lá se foram embora uma porrada de preconceitos na cabeça do garoto, exposto, até aquela idade, a anos de enlatados americanos formatados e óbvios.
    Talvez seja por esse filme e a reflexão que ele me forçou a ter que hoje eu tenha seguido uma profissão que é pura reflexão e estudo (sou professor de língua portuguesa).
    Creio que só tenho a agradecer, ao diretor, ao escritor, aos atores…por tornar esta obra um cânone da ficção-científica, em que botamos na ponta do lápis todos os (pré)conceitos sobre a condição humana e diversos aspectos sobre o que consideramos, hoje e sempre, ter humanidade.

    Perdoe-me pela divagação. É que meu comentário anterior não foi o bastante!
    Até mais, e continue produzindo!

    • Fúria disse:

      Não há pelo que pedir perdão, gosto de comentários assim como o teu agora! Me deixou bastante feliz, pois o filme também me fez sentir a “perplexidade diante do insólito”, até devo lhe agradecer porque eu não encontrei um nome para esse sentimento.
      Da primeira vez que assisti Blade Runner, acabei dormindo, pois na época eu esperava justamente um filme de ação, o que não é o caso dessa obra. Porém algo ficava me empurrando para assisti-lo novamente, só no início deste ano que tive a oportunidade e digo mais: valeu! Valeu muito a pena!!
      Meus olhos marejam toda vez que vejo Roy discursar, sentado com as pernas cruzadas e segurando a pomba branca, pois me faz pensar que toda nossa existência, cada ser que nasce, cresce, reproduz-se e morre, será perdido exatamente como lágrimas na chuva… O que podemos fazer para sermos eternizados? O que podemos ter para sermos eternizados??
      Às vezes, paro e olho à minha volta, chega a me entristecer ao ver cada futilidade, cada coisinha desumana, cada egocentrismo, egoísmo… É até assustador, pois penso “como estaremos em 100 anos? 200 anos??”, é difícil ficar pensando nisso.
      Fico feliz que tenha gostado do artigo, fico feliz por ter escolhido ser professor e feliz por termos compartilhado e trocado figurinhas à respeito do filme, é muito bom saber que ainda existem humanos hahaha deixo os Replicantes para o filme.

      Abraços,

      Fúria

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