World of Warcraft chega oficialmente ao Brasil por R$30,00

Game on-line para diversos jogadores simultâneos terá mensalidade de R$ 15.
Blizzard trabalhou por dois anos para traduzir textos e vozes do MMO.

O game on-line com suporte para diversos jogadores ao mesmo tempo (MMO) “World of Warcraft”, será lançado oficialmente no Brasil ainda em 2011. A produtora Blizzard confirmou a chegada do game ao país, embora ainda não tenha data de lançamento, com textos e diálogos totalmente em português, com o preço de R$ 30 e mensalidade de R$ 15.
De acordo com a empresa, os jogadores brasileiros poderão comprar o game em caixa nas lojas ou sua versão digital no site Battle.net por R$ 30, que inclui o game original e a expansão “The Burning Crusade”. O título poderá ser jogado gratuitamente por 30 dias. Após este período, será necessário o pagamento de uma mensalidade de R$ 15 (nos EUA, é de US$ 15). Os usuários poderão pagar o valor por meio de cartão de crédito, débito, transferência bancária ou boleto.

O trabalho de trazer o jogo oficialmente para o país, segundo a Blizzard, já dura cerca de 2 anos. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho de tradução”, comemora Steve Huot, diretor da Blizzard para a América Latina, ao G1. “Apenas na tradução dos textos foram mais de 4 milhões de palavras. E isso não inclui as vozes que foram dubladas para contar as histórias do jogo. É um grande passo e queríamos ter feito do jeito certo. Não foi fácil”.
Ele afirma que o game “será lançado ainda em 2011”. “Quando digo este ano, digo que é em breve. Apenas lançamos nossos jogos quando estão perfeitos para nós”, disse. “Todos os detalhes precisam estar alinhados para termos um dia e não queremos nos comprometer com uma data agora para ter que mudá-la depois”.

O executivo afirma também que existe preocupação de atingir um grande público e, por isso, estará disponível a edição “Starter Edition”, que permite jogar o game gratuitamente até o personagem atingir o nível 20. Após este período, será necessário comprar o jogo e pagar a mensalidade. Ele afirma também que o preço da assinatura do game é exclusivo para o público brasileiro. “O preço de um ingresso para o cinema custa cerca de R$ 30 e as pessoas assistem um filme de duas horas. Com R$ 15 eles terão um conteúdo incrivelmente maior e mais imersivo e poderão jogar o quanto quiserem durante o mês”, diz Huot.

As expansões “The Wrath of the Lich King” e “Cataclysm”, que ampliam o conteúdo de “World of Warcraft” também estarão disponíveis para os jogadores brasileiros. “Sabemos que existem muitos jogadores aqui que já estão bastante avançados dentro do jogo e não poderíamos deixar as expansões de fora. Como são mais recentes, elas serão vendidas por R$ 100”, explica Huot.

Jogadores do MMO no país que atualmente pagam a mensalidade em dólares poderão pagá-la em reais assim que o game estiver disponível. O método de transferência ainda não está definido, mas é possível que um e-mail seja enviado avisando da troca. Ainda, será possível uma migração para o “reino” brasileiro. “Os usuários terão uma chance para migrar seus personagens para o reino que tiver jogadores brasileiros, caso desejem, gratuitamente. Após, será cobrado uma pequena taxa”, diz o executivo.

Feito para os brasileiros

“World of Warcraft” é um jogo de RPG on-line sem limite de jogadores (MMORPG) lançado em 2004 e se tornou um fenômeno dos games, com mais de 12 milhões de usuários ativos em todo o mundo. Nele, o jogador deve criar um personagem escolhendo entre algumas raças e realizar missões para evoluir de nível. É necessário trabalhar em grupo para concluir as “Quests” e eliminar monstros poderosos. Ele possui versões em inglês, francês, alemão, coreano, russo, espanhol e chinês e já possui três expansões com “Cataclysm” sendo a última, lançada no dia 7 de dezembro de 2010. Ela remodelou todo o mundo do game.

Em visita ao Brasil para o anúncio do lançamento do título no país, J. Allen Brack, diretor de produção de “World of Warcraft” há mais de seis anos, contou ao G1 que o grande trabalho de traduzir todo o conteúdo de quase sete anos, além da quantidade de texto e diálogos, foi a adaptação. “Trabalhamos, por exemplo, para fazer com que piadas feitas nos Estados Unidos e que estão no jogo fossem entendidas com o mesmo nível de humor pelos brasileiros”, explica.

Ele confirma que o game está 100% traduzido, dos textos que explicam as “Quests”, ou missões, aos itens, e mapas. “Entretanto, quem preferir não jogar o game em português podem habilitar outras línguas como o inglês”, afirma Brack.
Desde que trabalha com o MMO, o diretor conta tenta constantemente evoluir o game. “Estamos sempre levando novos conteúdos e atualizações para ‘World of Warcraft’ para que o game se mantenha novo. Fazemos isso também para garantir a melhor experiência para os jogadores. Neste momento, estamos trabalhando no conflito com o Deathwing [o vilão de “Cataclysm”]”, conta.

Sobre a recente união do game original “World of Warcraft” com a primeira expansão “The Burning Crusade”, além de ter uma edição gratuita até o nível 20, Brack afirma que o fato não se deve para aumentar a penetração em mercados emergentes como o Brasil. “Nosso objetivo foi reduzir o número de ‘caixas’ que os jogadores precisam comprar para ter a experiência completa. Achamos melhor deixar o jogador ter o tempo que quiser para testar o game até chegar ao nível 20 com o seu personagem”.

Para os brasileiros, haverá um “reino” dedicado à língua portuguesa. “O Brasil está incluído na região ‘Americas’, que inclui, Estados Unidos, América Latina e, agora, o Brasil. É possível jogar em todos esses servidores, independentemente da língua. A comunicação funciona bem na Europa, com servidores franceses e alemães, por exemplo. Quem entrar no servidor brasileiro, sabe que ali todos falam português”, afirma o diretor.

Brack conta que está sempre pensando em “World of Warcraft” e qual será o próximo passo para o game. “Penso no game desde quando acordo até quando vou dormir. Penso em novas aventuras para levar os jogadores e no que melhorar”. Com isso, ele afirma que eventos conhecidos do público brasileiro podem aparecer no MMO. “Embora gostamos de separar o mundo real do mundo do jogo, pensamos em criar algo como o Carnaval dentro de ‘World of Warcraft'”.

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