The Sega Master System

O nascimento

Nos anos 80, a SEGA arriscou entrar para o mercado de consoles, já que seu sucesso nos arcades estava incrivelmente alto, lançando o Sega SG-1000 em 1983 e o SG-1000 II em 1984, mas não obteve muito sucesso. Com a salvação da indústria de video-game pela Nintendo, com o Family Computer Entertainment System, um console de grande sucesso, a SEGA arrisca mais uma vez para concorrer com o Famicom, lançando em terras nipônicas com o nome de Sega Mark III, em 20 de Junho de 1985.

O console possui as mesmas especificações técnicas que os seus antecessores, porém com processamento gráfico muito mais elevado (256 cores no total, sendo até 64 simultâneas contra 16 cores no total, dos SG-1000). O console é um forte concorrente do Famicom, pois suas especificações também são superiores que o console da empresa concorrente, entretanto ele não conseguiu um sucesso muito alto, pois seu console rival estava há mais tempo que o Mark III (cerca de 2 anos de diferença) e por causa disso, havia uma biblioteca de jogos mais vasta. Além disso, a SEGA estava praticamente bancando sozinha, já que a Nintendo assinou contratos de exclusividade com as empresas que produziam jogos para o Famicom.

A esperança é a última que morre

A SEGA, ainda persistente, insiste em concorrer com a Nintendo, dessa vez em território fora do Japão. Como não existia os antigos consoles da Sega no exterior (exceto na Austrália, por um pequeno período de tempo), o console foi totalmente reformulado, com um design em preto com detalhes em vermelho, lançado inicialmente como Sega Base System e depois Sega Master System, em Junho de 1986. Infelizmente o console sofreu os mesmos problemas que afetavam o Japão: a concorrência com o Nintendo Entertainment System era forte e seus contratos exclusivos com as thirds deixaram a Sega a mercê de seus ótimos ports dos arcades. Houve um acordo entre a Sega e a Tonka, mas pela incompetência da empresa, que não entendia absolutamente NADA de video-games por ser do ramo de brinquedos, o marketing era quase nulo e a empresa trazia os piores jogos do console.

Quem espera sempre alcança

Em 1987, a SEGA relança no Japão o console, mas desta vez como Sega Master System, com a adição do chip YM2413 interno, sendo este opcional ao Sega Mark III, que permitia uma melhor qualidade sonora (9 canais de áudio). Além disso, a SEGA também parte para o mercado europeu e é muito bem aceito, ultrapassando o console da Nintendo em vendas. Ironicamente, a Nintendo da Europa foi obrigada a pedir autorização para produzir jogos pelas empresas terceirizadas para o NES, tendo alguns casos de jogos Arcade da SEGA serem portados sem licença para os console da Nintendo, como por exemplo Space Harrier e Fantasy Zone.

No País do Futebol…

O SEGA Master System foi vendido pela Tec Toy no Brasil em 1989 (empresa iniciante no mercado, com o seu famoso brinquedo chamado “Pense Bem”) e obteve também um enorme sucesso (em torno de 80% do mercado brasileiro, já que a Nintendo não havia aparecido oficialmente por aqui), A Tec Toy além de colocar um grande marketing no console, ela também “criou” alguns jogos exclusivos, que nunca saíram fora do país, que em sua maioria eram jogos com personagens modificados ou ports de Game Gear, como Turma da Mônica no Castelo do Dragão (Wonder Boy in Monster Land) e Sapo Xulé VS Os Invasores do Brejo (Psycho Fox).

Especificações Técnicas:

:seta: CPU: Zilog Z80 8-bit 3 579 545Hz (3.58MHz) em PAL/SECAM e NTSC

:seta: Gráfico: Chip Texas Instruments TMS9918/9928 modificado pela SEGA

:seta: Som: Texas Instruments SN76489 (4 canais mono) e FM YM2413(9 canais mono), disponível apenas no modelo Japonês

:seta: 64 Kbits (8KB) de RAM
:seta: 128 Kbits (16KB) de Video RAM
:seta: Resolução de tela de 256×192
:seta: 3 geradores de som quadrado + 1 gerador de som de Ruído branco
:seta: 1 slot de cartuchos, de até 8MBit
:seta: 1 slot para cartões, de até 32KBit (retirado do aparelho nos modelos II americanos e europeus e III no brasileiro)

Acessórios

:seta: Sega SJ-152: Controle principal do Sega Mark III. Pode ser encaixado um pininho no centro para simular o controle de SG-1000, para melhor conforto na hora de jogar os jogos (lembrando que o Mark III tem compatibilidade com SG-1000)

:seta: Sega Control Pad: Controle principal do Master System. Direcional e 2 botões.

Sega SG Commander: Controle parecido com o anterior, adicionando a função turbo.

Sega Control Stick: Controle em forma de manche, que é usado para corrida. Possui bundle com Out Run ou avulso.

Handle Controller: Controle em forma de volante, para jogos de corrida ou aeronave.

Sega Sports Pad: Controle usado para alguns jogos de esporte.

SegaScope 3-D: Óculos que dão a sensação de ambiente 3D para alguns jogos como Zaxxon 3-D, Maze Hunter 3-D, Out Run 3-D, Space Harrier 3-D.

Sega Light Phaser: Pistola utilizada para jogos e tiro. O anime Zillion foi utilizado para divulgar o Light Phaser, sendo a pistola uma réplica da existente no anime.

Sega Power Base Converter (Mega Adapter, no Japão) para Mega Drive: Caso você possua um Mega Drive e mesmo assim quer jogar jogos de Master System, utilize este acessório, encaixado no slot de cartucho (alguns jogos requerem o uso do Sega Control Pad)

FM Sound Unit: Utilizado para melhorar o som do Sega Mark III. Após o lançamento do Master System no Japão, ele foi incorporado ao console

Alguns jogos

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